Thursday, June 30, 2005

Não Era Imundo, no entanto Era um Porco na Primeira Classe

Que tal ter como companheiro de vôo um porco de 135 quilos?foi o que aconteceu em um vôo de Filadélfia para Seattle, nos Estados Unidos.
O porco embarcou no aeroporto de Filadélfia, como um passageiro comum, ao lado de suas duas donas. Os outros 198 passageiros humanos é que não gostaram muito do companheiro de bordo. Ele dormiu a maior parte das seis horas de vôo, mas se enfureceu quando o Boeing 757 taxiou para na pista de Seattle, depois de uma aterrissagem. Ele correu pelo avião e tentou entrar na cabine de comando. Depois se refugiou na cozinha do avião. Quem sabe um elefante branco será o próximo passageiro insultado?
(Zá, nº 14, apud Cereja; Magalhães, 2002:103)
14 - Posso levar meu animal de estimação dentro de uma aeronave?
Os passageiros de um avião da US Airways, que fazia a rota Filadélfia-Seattle, nos Estados Unidos, recentemente foram surpreendidos com a presença de um porco (!) na primeira classe. Casos estranhos acontecem, mas as empresas aéreas seguem, em geral, regras específicas. Ou seja: apenas cães, gatos e pássaros são aceitos dentro do avião. Qualquer outro animal deve viajar no compartimento de bagagem. Esse embarque só será liberado após o proprietário apresentar o comprovante de vacina anti-rábica, assim como o atestado de saúde assinado por veterinário e o certificado de sanidade emitido pelo Ministério da Agricultura. É o veterinário quem vai indicar a necessidade ou não de o animal ser sedado e em que tipo de gaiola deve ser acomodado. Tem mais: ao desembarcar no país estrangeiro, esse animal pode ser obrigado a cumprir um período de quarentena, o que acontece no Reino Unido, por exemplo. Preço? A Vasp cobra 1% da tarifa integral por quilo do animal a ser transportado.
(http://www2.uol.com.br/proximaviagem/guia_ferias/015.shtml)

Era um vôo de rotina, a tripulação e alguns passageiros estavam acostumados com aquele transporte, nenhuma novidade, salvo alguns novatos do ar e pessoas que não estavam habituadas com aquela companhia aérea e com a rota. Duas ilustres senhoras imponentes seguiam para o balcão da companhia US Airways, que fazia a rota Filadélfia-Seattle, nos Estados Unidos, eram potenciais passageiras do Boeing 757 e apresentaram os documentos para fazer o “check-in”, aparentavam familiaridade com os procedimentos.
A opção pela primeira classe denotava que as mulheres tinham boas economias, nada de novo poderia acontecer naquele rotineiro vôo, até o momento do embarque. Levavam algo de muito estranho junto com elas. Alguns olhares entusiasmados, outros interrogativos e ainda aqueles com jeito de reprovação. A princípio, tudo era apenas observado, o caminhar pelas poltronas largas da “first class” não apresentava problemas.
Os olhos verificavam e nada era comentado, próximo à entrada era possível ler em inglês que seriam permitidos cães, gatos e pássaros que tivessem o comprovante de vacina anti-rábica, o atestado de saúde assinado por veterinário e o certificado de sanidade emitido pelo Ministério da Agricultura. A preocupação aumentava na medida que o tempo se aproximava da partida. A visão de um corpo de leitão que dividia espaço com 198 corpos humanos, uns mais avantajados, outros não, o desconforto era instaurado.
Aparentemente calmo, o animal que não constava na lista fixada, demonstrava-se dócil, até conseguiu “tirar um soninho” de aproximadamente 06 horas. Talvez algum veterinário havia indicado a necessidade de uma sedação, “gaiola” é que não foi solicitada. Como não era nenhum país estrangeiro não deveria ficar em quarentena. O preço não foi questionado, não viajava pela VASP, dessa forma, não precisaria pagar 1% da tarifa integral por quilo do animal a ser transportado, afinal 135 quilos era um montante considerável.
O custo não era o pagamento em moeda local, a quantia começou a pesar quando o porquinho ficou enfurecido na aterrissagem, o avião passou a ser a pista de corrida do animal “desembestado”, a cabine seria uma alternativa para refúgio, o que aumentou a adrenalina dos presentes. A direção, então, foi outra, a cozinha. Parece que o bicho tinha noção do destino da espécie, quem não tinha a menor lógica do ridículo eram as dondocas que tinham o animalzinho como “uma mascote” a ser exibido.